sábado, 18 de julho de 2015

Orlando Orfei internado em estado grave

Orlando Orfei foi internado nesta quinta feira vitima de uma pneumonia. Orfei se encontra na CTI em coma induzido.

Orlando Orfei – O apóstolo da paz

Por David Avelar
Orlando Orfei é o fruto, de 5 gerações de circenses que começa e 1820, quando um padre, Paolo Orfei, seu bisavô,  largou a batina por amor. 
Infância.
                          Orfei nasce a 8 de julho de 1920, em Riva del Garda, comuna italiana da região do Trentino-Alto Ádige, província de Trento, hoje com cerca de 15.246 habitantes e é iniciado nos picadeiros, como palhaçinho aos 5 anos. Num esquete, ele é o bebê que sai de dentro da calça do irmão Páride. Orfei não se conforma em ser apenas palhaço. Foi equilibrista, malabarista e mágico aos 16 anos. A fase de equilibrista termina quando uma espectadora pergunta o que aconteceria se ele espirrasse no arame, a 10 metros de altura.
                                 Logo Orfei torna-se sócio do irmão e começa a ascensão ao sucesso.
O inventor.
                          Foram muitas as inovações que o tornaram uma lenda entre os circenses. Quando a propaganda era feita com folhetos manuais, ele inventa o out-door, ou seja o cartaz de quatro folhas, enfrentando o irmão que era contra. Quando as lonas de circo eram fabricadas de algodão, pesadíssimas, caras e perigosas, ele encomenda ao seu amigo Cannobio, uma lona de plástico. Chacota entre os colegas que acham que os vapores da respiração dos espectadores, ao se chocar com a lona fria, iriam criar gotículas de água. O auge da temporada circense, acontecia no inverno, quando as famílias sem terem outra diversão, iam ao circo. Mas era muito frio. Orfei adapta caldeiras a diesel e injetava ar quente dentro da lona.
O domador.
                          Sua carreira como domador acontece, mais por necessidade, do que por vocação. Cansado das exigências de um domador alemão, Orfei decide enfrentar as feras. Logo percebe que tem uma empatia espacial com os animais. É inteligente o bastante para transformar um espetáculo grotesco, num show de humor e demonstração de amizade. Isto vai ser sua marca registrada.
                          Como domador, descobre que pode aproveitar as manhas e os dotes individuais de cada leão e transformar aquela demonstração de força num espetáculo, onde interage com os animais dando a impressão que fala com eles. Senta neles, faz a barba com a ponta do rabo de um, ralha face a face com outro, abraça uma leoa, deita na cama com sua amada Elza. Coloca no castigo outro, que invés de subir na banqueta, tinha a mania de simplesmente repousar a cabeça na plataforma.
                 Mas o momento mágico, era quando todos os leões sentavam nas banquilhas,  a seu comando, ficando uns dois metros acima dele.
                          Não satisfeito em domar leões, Orfei adestra hienas. A mordida mais forte dos carnívoros. Extremante rápida, forte e com um grito assustador, a hiena era um sucesso. Orfei cria o número, leões cavaleiros, colocando na jaula presa e predador.
No final da década de 50, já surgiam grandes circos do clã Orfei. Moira Orfei, Liana Orfei, Nando Orfei, etc. 
As águas dançantes.
                          Orfei adquire o número das Águas Dançantes e passa a ser o melhor interprete, com a Cavalaria Ligeira, de Franz Von Suppê. Com este número encerrava o espetáculo. As Águas Dançantes era o número mais aplaudido e inesquecível, pela sua beleza plástica, de som, luz e movimentos aquáticos. 
O ator.
                          Em 1961, é convidado pelo diretor Carlo Ludovico Bragaglia para serstunt no filme “Ursos no vale dos leões” estrelado por Ed Fury e Moira Orfei sua sobrinha. Um verdadeiro clássico do cinema italiano.
A viagem para o Brasil.
                         Em 1968, decide aventurar-se em terras brasileiras e estréia, no Maracanã e no Ibirapuera. O sucesso foi imediato. Ao contrário de outros domadores, que entram na jaula com cadeiras, chicotes e fisgas, Orlando entrava sem nada nas mãos. De vez em quando pegava o chicote para impressionar e somente para manter a tradição. Orlando é um tradicionalista. Nunca abandonou o Circo tradicional com picadeiro, de 12 metros, entre mastros e coberto de serragem. Ele é o criador da frase: Circo, circo, para enfatizar sua paixão pelo circo de raízes. A partir daí o sucesso foi estrondoso. Logo, montou o circo de lona em São Paulo e o Circo Orlando Orfei, torna-se um dos maiores circos do Brasil, junto com os circos Garcia, Tihany, Bartolo, Di Napoli e  Stankowich.
                               Decide radicar-se definitivamente no Brasil.
                      A cidade escolhida para ser a sede latino-americana das empresas de diversões, foi Nova Iguaçu, em 1970. Ali se encontram até hoje, as oficinas e o material de manutenção.  O Circo Orlando Orfei apresentou-se 4 vezes em Nova Iguaçu. Duas ao lado do Corpo de Bombeiros, na avenida Roberto Silveira, uma em Juscelino, na av. Getúlio de Moura e outra no Luna Park, na Estrada Plínio Casado na Prata.
Tivoly Park, O sonho realizado.
                             O Tivoly Park, foi um sonho que tornou-se realidade  Montar o maior parque da América Latina. Ali de 1972 a 1995, o parque foi recreação de duas gerações que até sentem saudades lembram com carinho, das tardes e noites à beira da Lagoa Rodrigo de Freitas. Mesmo assim, como acontece com frequência no Brasil, as autoridades, mesmo contra is protestos populares, revogaram a concessão. Nunca mais os Rio de Janeiro teve um parque que reunia em torno de 15.000 pessoas num domingo.
O Luna Park em Nova Iguaçu
                          Em 1986 decide investir na Baixada Fluminense, criando o Luna Parque, na estrada Plínio Casado.  Em pouco tempo era a melhor diversão da família Iguaçuna. Ali aconteceram grandes festivais, como “ O Luna Rock” e os  Festivais de Quadrilhas  de Roça . Apaixonado pela vida, Orlando Orfei tem seis filhos, resultado de três casamentos. O último com a atual esposa e companheira Herta Orfei, amor de sua vida.
O Circo e o parque na mídia.                       
                 Tanto o circo como o parque eram pano de fundo para locações de diversos eventos artísticos  Novelas, jornalismo, entretenimento, filmes, discoteca, aniversários, etc. Em 1990, é convidado pela Rede Manchete a atua como pai de Ana Raio, Um circense de nome Walter Estrada, na novela de mesmo nome, direção de Jaime Monjardim.
Atividades         
Orlando Orfei é domador, pintor, escritor, dublê de cinema e televisão, empresário, diretor circense e músico, apesar de não poder tocar mais já que teve um acidente com uma de suas leoas onde perdeu a articulação de um dos dedos. Na pintura teve suas obras reconhecidas como herdeiras da arte alemã por especialistas. Durante anos, a pedido de seu amigo o Cardeal Falani, suas telas estiveram expostas na Sala Antoniana, uma das mais importantes galerias de Roma, tutelada pelo Vaticano.
Acidentes com animais 
Orfei foi atacado mais de 60 vezes. A mais perigosas aconteceu em Mogi das Cruzes, onde os leões brigam por um femea que está no cio, em pleno espetáculo. Orfei acaba no meio dos leões e á salvo pelo sobrinho, Federico Orfei, que consegue tirá-lo da jaula. Foi internado e levou 160 pontos no torax. Em 1978, ao viajar em turnê para a Itália, perde parte de um dedo da mão direita, resultado de um descuido no desembarque dos leões. Mas o que mais afetou a vida do homem de porte atlético, foi um AVC, em 1990, na cidade Guayaquil, no Equador.
Homenagens
                             Orfei coleciona uma série de homenagens. Foi recebido pelos Papas, Pio XII, Paulo XVI e João Paulo II. Mas foi o Papa João XXIII, que ao recebê-lo 5 vezes disse-lhe, - Orlando, o teu trabalho é um apostolado de paz, continua a levar ao mundo, a alegria, às famílias cristãs. Foi condecorado pelo Governo Italiano como Cavalheiro Oficial da República. No Rio de Janeiro, São Paulo e Goiânia, é cidadão honorário. Recebeu o titulo de Cidadão Carioca pelo município do Rio de Janeiro e de Cidadão Iguaçuano, por Nova Iguaçu em 2010.
Foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Cultural, da Cultura, em 2012. mas a maior das homenagens acontece pelas redes sociais, ou mesmo anônimas que publicam vídeos e até composições musicais. A mais pitoresca é um hip hop em que o DJ utliza frases, utilizadas por Orlando Orfei no espetáculo e mixa com Thecno music. 
A paz do velho leão
                          Mas a vida agitada, ficou para trás. O circo encerrou suas atividades em 2008. E, de todos os lugares do mundo, onde Orfei poderia repousar, ele escolhe a amada casa em Nova Iguaçu. Sempre acompanhado do Lobo, um pastor alemão manto negro, que o acompanha para onde for, ele dedica-se, à sua família, a ler e a escutar música clássica. De preferência com os velhos cantores de ópera. Beniamino Gigli,Amelita Galli, Leoncavallo, Caruso. Um tom bucólico reveste sua aura. O velho domador agora descansa, certo que cumpriu o seu dever. Para ele e verdadeira recompensa são os aplausos. Alheio às agruras do dia a dia ainda escuta-os ecoando no fundo do seu coração.


David Avelar, Dilma Russef, Herta Orfei e Orlando Orfei
Orkando Orfei e o Papa João XXIII
Com a atriz Claudia Cardinale e o filhos, Mário, Alberto e Viviane.

Elizabeth Taylor e Orfei



Raríssimo cartaz do Filme "Ursus en el Valle de los leones" Onde Orfei foi dublê de Ed Fury.

Jornal Italiano "La Domenica del Corriere", capa. Orfei com o Papa João XXIII.

O abraço que virou símbolo de amizade entre domador e animal


Em São Paulo com o  diretor italiano Roberto Rossellini

No comando das Águas Dançantes

Em Rimini com sua amada leoneza Sofia

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Domingo é dia de circo! E da pré-estreia do documentário de Orlando Orfei

Por David Avelar
Neste domingo, mais de 200 amigos de Orlando Orfei(93), voltaram a ser crianças.
A festa aconteceu na Universidade do Circo, do empresário, ator e trapezista Marcos Frota (57), que promoveu a avant-première do documentário “Orlando Orfei, o homem do circo vivo”. Produzido pela Camera2 do premiado diretor Sylas Andrade, o filme de 85 minutos está divido em duas partes: até 1968, quando Orfei veio ao Brasil, com o Festival Mundial do Circo e os 45 anos de permanência no Brasil. Os depoimentos de irmãos, filhos, sobrinhos e circenses que ainda mantém a tradição do circo vivo na Itália, emocionaram a todos os presentes. Apesar de Orfei ter voltado diversas vezes à terra natal durante estas 4 décadas, nota-se que laços que nunca serão quebrados.
Após a apresentação do documentário, Orfei foi ao picadeiro receber as homenagens dos amigos e parentes.
O cerimonial leu o seguinte texto. - “Crianças, o circo nasceu, vive e viverá sempre por vocês. Este é o legado deste homem, Orlando Orfei, agora eternizado pelo documentário que narra um pouco de sua trajetória. Em nome dele, gostaríamos de agradecer a Herta Orfei, seu eterno amor, a Marcos Frota que um dia voou no trapézio e se apaixonou pelo circo, A Sylas Andrade que teve e coragem de sintetizar a vida de Orfei, em 85 minutos. Como ele diz, teria conteúdo para produzir mais dois filmes. À família, aqui presente, às filhas Isabella e Maurizia, aos netos Charlote, Rafael e Orlando, aos eternos amigos, Antônio Moura, Sandra Avelar, Dina Forlani. 40 anos de amizade. Aos filhos ausentes, Alberto, Mário, Viviane e Gabriela. Enfim, a todos vocês, que tornaram este sonho, realidade, o nosso muito obrigado”-.
Marcos Frota fez questão de apresentar três números do seu espetáculo. Malabares, trapézio e equilíbrio, provocaram um sentimento de nostalgia, e foram elogiados pelo mestre dos picadeiros. 
A alegria contagiante deste amigo dos circos, começa ainda em Guaxupé - MG, sua terra natal, quando por ali passavam os circos. O que para um garoto normal poderia ser apenas um sentimento passageiro, tornou-se realidade para Frota, que, segundo o ator, incentivou o autor da Novela Cambalacho (1993), Ivani Ribeiro, a criar o papel de Tonho da Lua, E para interpretar o personagem, Marcos teve que aprender trapézio. Esse amor é antigo: - O teatro, a televisão e o cinema constituem minha profissão, meu ofício. O circo é meu exercício de cidadania, minha contribuição à continuidade dessa arte milenar em meu país, diz Frota em entrevista à revista cubana, Prensa Latina. 25 anos separam a estreia do  Grande Circo Popular do Brasil, no MAM – Museu de Arte Moderna no Rio, da atual Universidade do Circo, um dos circos mais organizados da atualidade.
Pipoca e refrigerantes não poderiam faltar e foram distribuídos aos convidados.  
A produção informa que em breve o documentário estará nos circuitos de cinema e será lançado em DVD.
Orlando Orfei e dois amigos de Niterói Junior Testahi e Priscyla Farias

Junior Testahi e David Avelar

As trupes da Universidade do Circo, que homenagearam Orlando Orfei

Orlando Orfei e Priscyla Farias

O retorno de Orfei ao picadeiro

QUANDO O CIRCO ENCONTRA O CINEMA

Assessoria de imprensa da Camera2
Numa tarde memorável, a lona do Unicirco de Marcos Frota, na QUINTA DA BOA VISTA, recebeu o documentário ORLANDO ORFEI, O HOMEM DO CIRCO VIVO.

Projetado numa tela de 350 polegadas, o filme que mostra a trajetória do maior domador de feras que o mundo conheceu, comoveu a plateia, mostrando a importância de ORLANDO e da dinastia ORFEI para o circo mundial. O longa dá ao personagem um recorte surpreendente, mostrando um ORLANDO ORFEI visionário e inovador na arte dos picadeiros.

ORLANDO OREFI, que representa a quinta geração de circenses da família ORFEI se emocionou com a homenagem, ao rever cenas históricas, além das entrevistas e imagens feitas por toda a ITÁLIA.

Num momento em que se discute o descompasso do cinema brasileiro entre produção e distribuição, ORLANDO ORFEI inova mais uma vez e traz o cinema para os braços do circo.

A plateia presente, composta só de convidados , pôde experimentar uma alternativa de exibição para os documentários e filmes de menor apelo popular.

A direção é de SYLAS ANDRADE, narração de WERNER SCHÜNEMANN e a trilha sonora de B NEGAO, PEDRO SELECTOR e RODRIGUES.
Momento de homenagens. Sylas Andrade, Herta Orfei, Orlando Orfei, Marcos Frota e David Avelar

Orlando Orfei

Marcos Frota, Herta Orfei e Orlando.

Sylas Andrade e Orlado e Isabella orfei


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Documentário da vida de Orlando Orfei, pré-estreia neste dia 24 no Unicirco Marcos Frota.

Por David Avelar
Cartaz do documentário
O documentário de "Orlando Orfei, o homem do circo vivo" Será exibido pela primeira vez. A avant-première para convidados, no Unicirco Marcos Frota, na Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro, dia 24 de novembro, às 17h, vai reunir, família, circenses, todas as mídias e amigos do homem que dedicou sua vida a inovar o circo moderno. O documentário dirigido por Sylas Andrade, da produtora Camera2, é dividido em duas partes: até 1968, quando Orfei vem ao Brasil pela primeira vez, com depoimentos de parentes e amigos da Itália, principalmente da província de Bolonha, sua terra natal. E de 1968, até hoje, quando decidiu radicar-se definitivamente no Brasil criando dois grande complexos de diversão. O Tivoly Park da Lagoa, desativado em 17 de dezembro de 1995, por uma decisão arbitrária e de cunho político, já que depois disso nenhum parque conseguiu sobreviver na cidade maravilhosa, mas sem um parque à sua altura. O Tivoly Park da Lagoa como era conhecido, recebia num domingo, mais de 15.000 pessoas e deveria na época ter sido reconhecido como uma da maravilhas do Rio de janeiro. Ainda hoje recebemos inúmeros depoimentos de fãs do Tivoly, que foram praticamente criados dentro daquela casa, que mandam mensagens de nostalgia e saudade.
Convite para avan-première, no dia 24.
O outro grande empreendimento foi o Circo Internazionale D'Ítalia di Orlando Orfei, que durante 40 anos levou alegria a toda a América Latina e que também como todos os circos no Brasil sofreu com as leis de proibição de animais no circo. Quero aqui dar um depoimento pessoal de quem viveu mais de 10 anos, convivendo com aqueles, que eram nossos companheiros de trabalho, que muitas vezes não tínhamos o pagamento em dia, mas a comida, da melhor qualidade, era comprada para dar para os "animais". Nunca vi um animal ser maltratado no Circo Orlando Orfei, ao contrário. Eram tratados com carinho e amizade. Vi Orlando Orfei ser ferido gravemente em Mogi das Cruzes e voltar à jaula, meses depois, com a mesma serenidade como se nada tivesse acontecido.

O documentário com duração de 88 minutos é, ao mesmo tempo, um tributo a um homem que dedicou sua vida a levar alegria às crianças e ao artista que é um símbolo de excelência em tudo o que fez, apesar de sempre dizer ser autodidata. No caso de Orlando Orfei, a criação era seu dom: empresário, dublê de cinema e televisão, ator, domador, violonista, escritor, publicitário,  um excepcional pintor, com obras expostas em famosas galeria de Roma. Inventor de uma série de inovações do circo moderno, tanto na área técnica, como no dinamismo do espetáculo e marketing circense, aos quais seu sobrinho Federico Orfei, conseguia assimilar e usar de toda a sua arte.
Condecoração entregue pela presidente Dilma Rousseff
Orlando Orfei foi agraciado pela Ordem do Mérito Cultural de 2012, o principal prêmio do Ministério da Cultura do Brasil. Esta comenda vem reconhecer a contribuição do empresário e domador, à cultura brasileira. Orfei faz questão de estender esta homenagem, à sua familia e a todos os que, direta ou indiretamente, fizeram parte do Circo Internazionale D'Itália di Orlando Orfei.
Reservas para assistir à avant-première, neste dia 24, pelo email davidavelargoulart@gmail.com
 


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

ORLANDO ORFEI RECEBE A INSIGNIA DA ORDEM DO MÉRITO CULTURAL DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF

Por David Avelar
                Orlando Orfei foi agraciado com a condecoração, Grã-Cruz da Ordem do Mérito Cultural, em cerimonia realizada no palácio do Planalto, em Brasilia, segunda dia 5, às 11h, entregue pela presidente Dilma Rousseff, com a presença da ministra da cultura Marta Suplicy, do presidente do Senado José Sarney e do ministro da educação Aloísio Mercadante.
                 Orfei foi recebido no aeroporto Juscelino Kubitschek, por assessores da assessoria de imprensa da OMC (Ordem do Mérito da Cultura 2012), e foi conduzido para o hotel Kubitschek Plaza. 
            Um dos mais aplaudidos, Orfei e sua esposa Herta, receberam do presidente da República, a mais alta honraria da cultura brasileira.
                    - "Ao condecorar Orlando Orfei prestamos um tributo às nossas raízes" - disse Dilma em seu discurso.

              À noite, Dilma recebeu os homenageados, acompanhantes e autoridades, para um coquetel no palácio da Alvorada. Debaixo de forte chuva, aproximadamente 120 pessoas compareceram ao evento. Num clima de total descontração, Dilma conversou com todos os presentes e foi homenageada com apresentação do cantor   Nivaldo Expedito de Carvalho, o Chambinho,  que interpreta  Luiz Gonzaga, no filme, "de pai para filho". 
Veja mais sobre o artista



  Vídeo Clip da Cerimônia



Dilma discursa durante entrega da Ordem do Mérito Cultural 2012



Vídeo da entrega das insignias da Ordem do Mérito Cultural 2012



Algumas matérias

Portal do Planalto

Ordem do Mérito Cultural
Este ano, 41 personalidades foram homenageadas pelo Ministério da Cultura

BLOG DO PLANALTO

LISTA COMPLETA DOS AGRACIADOS E SUAS CATEGORIAS

JORNAL O GLOBO.

BLOG DE SYDNEY REZENDE

PORTAL DA JOVEM PAN

DIÁRIO DE PERNAMBUCO

PORTAL TERRA

JORNAL DE HOJE - COLUNA VIP - CLÁUDIO MOURA

JORNAL DE HOJE 




Um pouco de sua vida
         Orlando Orfei nasceu no dia 8 de julho de 1920, em Riva Del Garda, comuna italiana da região do Trentino-Alto Ádige, província de Trento, hoje com cerca de 15.246 habitantes. 
         Suas primeiras apresentações como palhacinho aos 6 anos era retirado da calça bufante do irmão como se fosse um boneco.
          Decidiu vir ao Brasil fazer uma temporada no Maracanãzinho em 1969. Apaixonou-se pelo país e sua gente e decidiu ficar. Com a ajuda dos amigos, monta o Circo Nazionale D’Itália Orlando Orfei.
        Estreia na Praça Princesa Isabel, centro de São Paulo em junho de 1969. Foi um sucesso total. 
       Em 1972, decide importar brinquedos de última geração e funda o Tivoli Park, num terreno cedido pelo governador do Estado da Guanabara, Chagas Freitas.
             Ainda nesse ano decide procurar uma base para a implantação da sede latino-americana para as duas empresas. E escolheu Nova Iguaçu, por estar no eixo Rio São Paulo e perto do Tivoli Park. 
      Vitima de um AVC em Guayaquil, Equador, conseguiu recuperação total, chegando a trabalhar com os seus leões até ao final do milênio, Em 2002 vem morar definitivamente em Nova Iguaçu.
        O circo encerrou suas atividades em 2008, depois de uma turnê de 16 anos pela América Latina. O principal motivo: uma lei que proibia animais no circo. O tradicional circo Orlando Orfei tinha 7 dos 12 números, com animais que eram sua principal atração, junto com as Águas Dançantes. Leiam o editorial de Orfei em:
Revista do Circo

Títulos

  • 1959 - Cavaleiro Oficial da República Italiana
  • 1975 - Cidadão Carioca
  • 1978 - Cidadão Goiano
  • 2010 - Cidadão Iguaçuano
  • 2012 - Grã-Cruz do Mérito Cultural



Agradecimento

Em nome de Orlando Orfei e família, queria agradecer o carinho e a organização que nos foi dispensada pela equipe da assessoria de comunicação do Ministério da Cultura. Thiago Andrade, Ediney,  Lucas, Carla e ao Beto motorista. Ao ministro chefe do cerimonial da Presidência da República Renato Mosca , Igor. a secretária da Presidência  Deise Ramos. Ao fotógrafo oficial Roberto Stuckert Filho. Aos funcionários da Avianca do Brasil, da Tam e da rede Plaza.
Aos demais membros das assessorias. Agradecimentos especiais ao Senador José Sarney, a Ministra da Cultura Marta Suplicy, ao Ministro da Educação Aloiso Mercadante e em especial a Presidente Dilma Rousseff.
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Orlando Orfei

Aos amigos da Comunicação.
- Orlando Orfei agradece à mídia (televisões, rádios, jornais, revistas, portais da Internet) e seus jornalistas, que com muito carinho, divulgaram esta homenagem.